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Tangará: apreendidos mais de 300 kg de pescado irregular 09/03/2009 PDF Imprimir E-mail

09 de março de 2009 - 16h08

A polícia militar de Tangará da Serra apreendeu no último sábado em uma residência no bairro jardim Shangri-lá cerca de 300 quilos de pescado irregular. Segundo o tenente Almir Ferraz a polícia recebeu uma denúncia de que um homem estaria transitando na rua 33 com destino à Estrada V em uma caminhonete S10 cor branca placa NPH 0610 com várias caixas térmicas repletas de peixe. Diante disto a PM e a Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema) deslocaram-se para a residência do suspeito e encontraram vários peixes frescos das espécies Jaú, Pintado e Piau. Porém o acusado Claudemir de Oliveira, conhecido como ´Gordo´, evadiu-se do local. Ainda segundo o tenente a apreensão do pescado foi a maior desde 2007.

O período proibitivo da pesca em Mato Grosso teve fim no último dia 28 de fevereiro. Porém, a decisão do juiz federal de Cáceres Raphael Cazeli de Almeida Carvalho de manter a piracema no Rio Paraguai (em toda a sua extensão respeitando o limite territorial de Mato Grosso), englobando mais cinco afluentes - os rios Cabaçal, Jauru, Sepotuba, Padre Inácio e Formoso – fez com que esse período fosse adiado por mais 30 dias. Destes, dois deles - Sepotuba e Formoso - fazem parte do território de Tangará da Serra. O recurso se fundamenta nas pesquisas que vem sendo realizadas pela Coordenadoria de Fauna e Recursos Pesqueiros, vinculada à Superintendência de Biodiversidade da Sema, a pelo menos quatro anos nas principais bacias hidrográficas do Estado. Na bacia do Alto Paraguai técnicos da Sema, sob a coordenação do pesquisador doutorando Claumir César Muniz (biólogo), através de um Projeto financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), vem levantando informações por meio do monitoramento dos peixes. Tanto no rio Paraguai e seus afluentes, onde está mantida a proibição de pesca, como nos locais onde a pesca foi liberada, a Sema, por meio da Superintendência de Fiscalização, continuará procedendo a fiscalização da atividade, conforme determina a legislação.

 
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