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CONEPE destaca enaltecimento à Equipe Científica Brasileira pela ICCAT

por seu Engajamento, Criatividade e Capacidade Analítica.


A 23ª Reunião Especial Ordinária da ICCAT começou no dia 14 e vai até o dia 21 de novembro, em Portugal. Cadu Villaça, do SINDFRIO-CE, está presente no evento representando o Conepe e o SINDIPI, representado pela Oceanógrafa Luana Specht

Pesquisadores na foto: Dr. Bruno Mourato1; Dr. Victor Restrepo²; Dr. Luis Gustavo Cardoso³; Dr. Paulo Travassos4; Dr. Hilario Murua²; e Dr. Rodrigo Sant’Ana5.


¹ Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP (https://www.unifesp.br/)

² International Seafood Sustainability Foundation – ISSF (https://www.iss-foundation.org/)

³ Universidade Federal do Rio Grande – FURG (https://www.furg.br/)

4 Universidade Federal Rural de Pernambuco – URFPE (https://www.ufrpe.br/br)

5 Universidade do Vale do Itajaí – UNIVALI (https://univali.br/)



Durante a primeira plenária da 23ª Reunião Especial Ordinária da Comissão Internacional para a Conservação do Atum do Atlântico - ICAAT, em resposta ao Manifesto Brasileiro de abertura de trabalhos, com agradecimento aos anfitriões, organizadores e equipes, com os votos de um trabalho produtivo, consensual e com foco no uso sustentável dos recursos sob gestão da Comissão, através de critérios sensatos e ponderados para o estabelecimento e distribuição de oportunidades de pesca aos países membros, o Presidente da ICCAT, Sr. Ernesto Pena Lado, Biólogo Espanhol, agradeceu pelas palavras e, em um reconhecimento emocionante e alongado, elogiou muito autenticamente a Equipe Científica Brasileira, que ele destacou ter uma ativa participação nas reuniões científicas da Comissão nos últimos anos, levando perspectivas diferenciadas ao Comitê Permanente de Pesquisa e Estatística – SCRS, presidido pelo também elogioso Dr. Garry Melvin.


Presente na reunião, nosso cientista decano, Professor Dr. Paulo Travassos se emocionou pelo reconhecimento, que trouxe à memória anos e anos de lutas e dedicação, muitas vezes sem o devido reconhecimento, quando não rejeição e desconfiança.


Ao Paulinho e ao time composto pelos excelentes Dr. Bruno Mourato, Dr. Rodrigo Sant’Ana e Dr. Luis Gustavo Cardoso (também presentes na reunião), e a Dra. Flavia Lucena Frédou, Dr. Tierry Frédou e Dr. Guelson Batista da Silva e tantos outros pesquisadores que sempre se dedicaram com empenho e paixão muitas vezes sem recursos, por voluntarismo, nossos parabéns e nosso igual reconhecimento e gratidão.



† Impossível não prestar, ainda, mais uma homenagem e agradecimento póstumo ao Professor Dr. Fábio Hazin, que certamente e de onde estiver, também se orgulhou pelo merecido elogio e pelo país que tanto amou.








Igualmente, cabe-nos estender o reconhecimento a Secretaria de Aquicultura e Pesca do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – SAP/MAPA, especialmente à sua Assessoria Internacional, igualmente técnica e preparada, pelo empenho e esforços em manter unida esta equipe, viabilizar a sua participação e o envolvimento constante e intenso de nosso país, junto a este que é o Comitê de Sustentação Técnica da Comissão. É a partir de suas diretrizes e orientações que devem ser construídas as decisões políticas de Gestão Pesqueira.


O modelo ICCAT é um exemplo a ser seguido, e mesmo quando tratarmos de recursos exclusivamente sob gestão nacional, devemos ter como prioritários os pareceres técnico-científicos, reconhecer-lhes a Ciência e, mesmo quando apontarem para o que parece nos restringir, temporária ou permanentemente, como produtores e indústrias, precisamos absorver e ajustar nossos esforços e expectativas. Trabalhamos em recursos naturais e, portanto, existem limites de explotação a serem observados. Conceitos como Biomassa, Mortalidade, Fecundidade, Recrutamento, Rendimento Máximo Sustentável, Enfoque Ecossistêmico e tantos outros elementos chave na Gestão Pesqueira precisam ser assimilados e devemos reconhecer a dependência de modelos estatísticos complexos e com variáveis incertas.


Colaborar com a coleta e geração de dados fidedignos que alimentem estes modelos e lhes dão robustez e precisão são nossas responsabilidades como usuários dos recursos pesqueiros. Compilar, consolidar e disponibilizar estar informações para a ciência, é responsabilidade do Governo, gestor responsável, a quem também cabe estruturar orçamento e recursos humanos para este trabalho. Capacitar, identificar e promover novos cientistas, estimular a adoção de metodologias e visões de ponta e inovação é função da Academia. A devolutiva e as recomendações da Ciência devem ser novamente administradas tecnicamente pelo Governo para comporem medidas de ordenamento e monitoramento da efetividade destas medidas, a serem desenvolvidas em ambiente participativo e respeitadas e cumpridas pelos usuários, sob fiscalização governamental e com sansões previstas aos infratores.


Esta é a forma mais inteligente e honesta de garantirmos um futuro saudável aos recursos biológicos e aos nossos negócios, com dignidade ao nosso trabalho e nossa gente e reconhecimento de nossos produtos, como associados a uma atividade sustentável, de excepcionais características nutricionais e grande responsabilidade social.

Todas as atividades da cadeia de valor, desde a construção naval, abastecimento, tripulações, insumos, descarga, transporte, industrialização, distribuição, comércio atacadista e varejista, gastronomia e consumo, estão sustentadas pelos recursos biológicos que exploramos por concessão pública a nós confiada e a qual devemos respeito e colaboração à governança.


Desta forma, com a Ciência nos indicando os melhores caminhos, nós a municiando com as melhores informações e todos procurando formas de constante financiamento e suporte a este Conhecimento, junto a medidas estratégicas de gestão e ordenamento por parte dos Gestores, conseguiremos construir o tão esperado e necessário Desenvolvimento da Pesca Sustentável no Brasil.